terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Você não me ensinou a te esquecer - Bruno e Marrone




Você não me ensinou a te esquecer
Bruno e Marrone




Composição: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas



Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que eu me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar
E nesse desepero em que eu me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Intimidade


Intimidade

Capitoso beijo
laça nossas bocas.

Ávidas vasculham
nossas línguas

Sangram lábios vermelhos
nos alvos dentes

Devassa, lasciva
provoco ...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Escreva para o Blog Poesias e Cartas de Amor

.



Escreva sua carta de amor ou poesia para o blog: blogcartasdeamor@gmail.com
O autor do texto deverá ser você mesmo. O site não se responsabiliza pela origem dos textos enviados. Devemos respeitar os direitos autorais de textos que estejam publicados em qualquer meio de comunicação.
Quem sabe seu texto poderá ser publicado?
.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Te quero - Ana Maria

.

Te quero

Sirvo-te em cálice sagrado
Minha tempestade de vento
Faço transbordar teu sangue
Ebulindo no teu colo
Minha fúria de amor
Enrosco-me em tuas veias
Permeio por teus pelos
Lasciva, escorro no teu corpo
Riscando marcas por onde passo
Enredando pelos seus dedos
Vasculhando seus poros úmidos
Lânguida, em trilha sinuosa
Vertendo visgo pela língua
Sossego desse lasso...


domingo, 25 de janeiro de 2009

Saudade - Ana Maria


.


SAUDADE

Navego tristes olhares


Cerro sua imagem estreita


Aprisiono lembranças


Amarras elásticas do passado


Delírio de paixão finda


Sombras de ancoras jogadas


Arqueando meu corpo


Na dança desfeita


.

Urge de mim - Ana Maria




.


URGE DE MIM

Pulsam teus segredos dormidos


Enfurecendo sua boca calada


Rasgando minhas cautelas


Invadindo minha fronteira


Arrancando meus mistérios


Antes que o dia chegue


Antes que o fogo cesse

.

Regresso - Ana Maria




.


REGRESSO




Sendeiro turvo

De mortas folhas

Plúvea senda

De óbvios medos

Obscura sem legenda

Inócua trilha

Incapaz

de ser nociva

Por ela

seus passos calados

Rasteiros, sem pressa

Voltando para meus abraços...


.

Obrigado por tudo - Caius Marcellus

.
A carta de Caius Marcellus - publicada no www.recantodasletrass.com e no seu blog pessoal: www.caiusmarcellus.blogspot.com e que foi gentimente cedida para esta publicação pela qual agradecemos:






"Obrigado por tudo", disse, duas vezes, sempre com a cabeça baixa. Já não queria olhar nos olhos que acusavam, pois os olhos que acusavam já não eram capazes de aceitar um outro olhar como prova de uma lealdade tantas vezes declarada.

"Obrigado por tudo". E foi só o que conseguiu dizer, nó na garganta, raciocínio incapaz de coordenar a absurda quantidade de pensamentos, todos plenos de absoluta tristeza, em um momento em que preferia simplesmente não existir. De certa forma realmente não existia. Daquele momento em diante, havia deixado para tras o mundo que construíra com sentimentos reais. Restavam apenas horas vazias num tempo que se arrastava.

Sozinho na cidade cinza, não queria mais voltar para casa. No cruzamento movimentado, parou, tirou o casaco que ganhara de presente, sentiu o vento frio, um arrepio triste. Ao olhar em volta, viu-se incapaz de despedir-se de suas memórias. E soube que algumas coisas são para sempre, não importa o que aconteça.

No prédio alto, dirigiu-se às escadas. Um a um, contou os degraus todos, solenidade silenciosa, sequência morta, redundante, repetitiva. Olhou para o pulso descoberto, viu as horas. Tirou o relógio e a carteira, depositou-os com cuidado sobre a borda gasta. Nos bolsos da calça nova, apenas um documento, esta carta e a certeza de que, quando acordasse, já não mais seria parte deste mundo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Para viver um grande amor - Vinicius de Moraes








Para Viver Um Grande Amor
Vinicius de Moraes



Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.




Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.




Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.




Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.




Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.




Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.




Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.




É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...




Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?




Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.




É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.




Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.





Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".




Momentos que mudaram nossas vidas...




Meu passado está dentro desta pequena caixa de papelão. Tudo armazenado em pilhas criteriosamente ordenadas numa cronologia absurdamente correta. Seu retrato é o documento número um desta ordem e nela ostenta o chapéu branco de brim que lhe dei no seu aniversário. Aliás, foi essa a primeira vez que vi você. Nem nos conhecíamos ainda e eu fui convidada por sua irmã Rebeca, amiga de escola. Uma festinha singela quase exclusivamente familiar não fosse a minha presença e a de Luisa, sua namorada.


Lembro-me como se fosse agora, o telefone tocou e era sua mãe ligando da Itália. Todos correram para o aparelho, todos queriam falar com ela. Exceto eu e Luisa. Até que você disse para sua mãe sobre sua namorada e a chamou pra dizer olá ao telefone. Fiquei só no sofá por uns instantes e você percebeu. Caminhou até onde eu estava sentando-se desajeitadamente fazendo entornar no meu vestido branco o copo de refrigerante que estava em sua mão. Num súbito pôs-se a limpar-me com a manga de sua jaqueta. A jaqueta que Luisa tinha lhe presenteado naquele dia. Ela enfureceu-se e saiu batendo os pés. Não era para acontecer assim. Me senti mal por ter sido a causadora desse distúrbio, e ela jamais o perdoou por isso... para minha sorte... para nossa sorte.


autora: Ana Maria Maruggi

Sua ausência...




O que sobrou além de sua ausência? Sobrou o medo de nunca mais sentir por alguém o amor que senti por você. Sobrou a emoção que durará em mim enquanto viver. O sabor quente dos beijos apaixonados. O leve tremor dos nossos corpos ávidos. Sobrou a lembrança de tudo tão presente.


Nada acabou em mim. Continuo te amando como naquela tarde quando nos encontramos por acaso na rua e nós enleamos em nossos abraços até o dia seguinte. Como no seu aniversário que nos enfiamos embaixo da mesa, pois tínhamos pressa de nós. Nada acabou...


Ainda não sinto saudade sua. Não sinto que você se foi. Suas mãos ainda roçam meu corpo, afagam meus cabelos. Seus lábios ainda sussurram encostados nos meus.


Não vou mudar de endereço, nem de hábitos para que você saiba para onde voltar quando finalmente constatar que somente o amor que eu sinto por você é eterno e verdadeiro.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Emoção em todos os sentidos - Noemi Carvalho


Emoção em todos os sentidos


Que alma tão feminina
Está em mim
Quando meu olhar
Só se casa
Com a luz dos seus olhos?
Quando minha pele alva
Só é macia,
Se ao toque de suas mãos
E minha voz é bálsamo
Que eterniza momentos de paixão?


No perfume
De sua essência,
Minha boca absorve
O gosto do seu molhar
E esta alma tão intensa
É de mulher,
Voz feminina do verbo amar.
(colaboração da autora: Noemi Carvalho)

domingo, 24 de agosto de 2008

Victória, nossa poetisa mirim - na Bienal Internacional do Livro!


Uma graça com charme no olhar, menina ainda de onze anos, Victória (com acento) nos presenteou com uma poesia de amor que eu faço questão de deixar aqui para todos poderem ver do que falam nossos futuros poetas:


Te amo tanto!
Só penso em você.
Te amo muito!
Não consigo te esquecer...
Tenho um coração cheio de paixão!
E emoção por você...
Te amo e espero te amar sempre!
Vou querer te agradar,
Preciso falar que te amo...


domingo, 3 de agosto de 2008

Olhos que amam - Ana Maria


Dançam curiosos olhinhos da moça apaixonada
Jogam-se afoitos de um lado para outro, donos do mundo!
Olhos líricos umedecidos de desejo, repletos de sonhos
Amadurecidos pelo encanto de amar, latejam fundo

Quisera ter nos meus essa paixão latente de moça trigueira
Se assim fosse, eles enlouqueceriam de rodopios trôpegos!
Latejariam perdidamente e encharcariam num segundo
Meus olhos afoitos se embebedariam de sonhos sôfregos.

Eles que tudo revelam em seus movimentos
Que declaram amor sem palavras, sem voz, sem som...
Gritam, e clamam em ruidoso silêncio pelo ardor do amar!
Inquietos, amam com gestos chamativos de luz néon.

Meus olhos perdidos e escandalosos dançariam frenéticos
A música que meu coração cantasse no afã de amar!
Seriam faróis ofuscando o mundo diante deles
Seriam oceanos onde os seus poderiam eternamente navegar...

O senhor e a plebéia - Ana Maria



Marcas deixadas na estrada de terra batida;
Rodas de aro de ferro fundido
E as ferraduras de Frida fincadas no chão.
No ar a neblina cai destemida
No rosto de Vini o semblante atrevido
E o envelope branco apertado na mão.

Levando amor naquela missiva
Que Vini nutre pela plebéia
Moça de exóticos traços morenos
Olhos calados lábios serenos
Ele, nobre senhor da Galiléia
Ela, rainha do povo, uma diva.

O moço, suando na noite fria
Ordenando “mais rápido”, ao cocheiro
Peito arfando de agonia
Lábios serrados, contraídos
Coração em chamas feito um braseiro
Afetado pela paixão, pela alquimia.

Ela no catre de seu casebre
Suave aparência de mulher amada
Intensos pensamentos majestosos
E lânguido olhar apaixonado
Tudo parece deixa-la entorpecida.
Eis que de repente rompe-se o silêncio
Ouve-se lá longe o relinchar de Frida
Num ímpeto levanta-se a morena atenta
Deve estar chegando seu amado


À porta do casebre Frida estanca
Ouve-se o ranger seco das rodas ao frear
Vini aflito um clamor do peito arranca
À mão, a missiva que ele mesmo fez questão de entregar
No texto uma promessa de amor
Nos olhos um convite
Dos lábios ouve-se o nome de Eleonor

A rainha plebéia, surge no limiar da porta
Seu vestido se sacode com a brisa fria
De olhos úmidos, indecisos, com cautela
Eleonor, bela, ali parada, o inebria
Ele, Vini, sentindo-se arder como em febre
Estende-lhe a mão com a carta nela
Tomando, dela, a mão gelada
Declara encantado, amor à donzela

Ela, trêmula, se aproxima mais
Da boca de Vini que alí tão perto
Não tendo fronteira,
promete que em breve será seu cais.

Assim se deu o difícil romance
De Vini, Senhor da Galiléia
Com Eleonor, rainha plebéia
Repleto de jogo de olhar, cena escusa
Ele, para ela um rei
Ela, para ele, musa.

Abandonada - Ana Maria








Esta guerra é minha
Combato piamente a saudade
Guerra sem testemunha
Solitária, e sem esperança
No front permaneço estática
Meus traços agonizantes
Minh’alma sem idade
Endureço meus pensamentos
Finjo não lembrar mais
E caio na realidade
Não há mais nada ali
Não ha presença, nem lamentos
Somente opacos fragmentos
E uma dor inóspita
De amar alguém
Que não voltará jamais

Sinto sua falta - Ana Maria


Na vida que urge
Nos sentimentos marcantes...
No dia que vislumbra a noite
Na noite que empurra o dia
Na madrugada que açoita
Falta você...

Nos olhos marejados
Na boca que se inflama
No peito que sacode
No ar insistente
Na voz que não falha
Faz falta você...

No medo que esmorece
Nas mãos que tremulam
No sangue que ferve
Nas pernas bambas
No rosto fechado
No corpo arqueado
Na falta de tempo
Só falta você...

A rainha e o cavaleiro - Ana Maria



No trono vermelho Charlote, a realeza
Imponente nas vestes douradas
Deslumbrava com sua beleza

Era o ruído peculiar que o atraía
Nas danças do salão de baile
Era o farfalhar dos saiotes das moças
Que provocava-lhe tanta euforia

Quando imaginava o lugar de onde vinha
Aquele som tão íntimo, o jovem
Dançava com mais vigor com sua dama
Enquanto sonhava com as saias da rainha

Sonhadora no majestoso trono
Charlote, a rainha pudica
Era a mais bela naquele outono

O perfume que pairava pelo salão
Excitava Marco mais que podia
Fingindo, ele, de súbito, a olhava
E para ela, apenas sorria

A dona da coroa também padecia
De amor por seu cavaleiro
Amor que jamais contaria

E foi esse estranho sentimento
Ele com receio de sua ousadia
Ela não querendo parecer sua dona
Que os fez viver em tormento.
Nunca revelando o amor
Que um por outro nutria.

Estripulias do coração! - Ana Maria




Fica quieto aí, coração!
Cala-te! Sossega-te!
Acalma esse rítimo desenfreado.
Não vê que assim todos saberão
Que bates apaixonado?